24 Fevereiro 2009

Manifestações mais comuns

O autismo não é uma condição de tudo ou de nada, mas é visto como um "continuum" que vai do grau leve ao severo. O autismo pode manifestar-se desde os primeiros dias de vida,no entanto, muitos dos relatos referem que a criança passou por um período de normalidade à uma manifestação de sintomas.
O que chama a atenção é o facto da criança ser excessivamente calma e sonolenta ou então que chore sem consolo durante períodos longos.
Com o passar do tempo nota-se que a criança/bebé não imita, não compartilha sentimento ou sensações não tenta comunicar com gestos.
Outro aspecto frequente é de não procurarem o contacto ocular ou mantêm-no durante pouco tempo.
É muito comum também aparecer "estereotipias" - movimentos repetitivos (com as mãos, o corpo); fixação do olhar nas mãos por períodos longos e hábitos como moder-se, morder as roupas ou puxar cabelos.

Outros problemas são de alimentação ( recusa ou gosto restrito a alguns alimentos) e problemas de sono.

Causas do Autismo

Acredita-se que a origem do autismo esteja no cérebro, onde haja alguma anormalidade, no entanto, ainda não foi definida de forma conclusiva.
Para além disso, pressupõe-se uma relação de origem genética e de factos ocorridos durante a gestação ou no momento do parto.

Autismo versus retardo mental

O autismo diferencia-se de retardo mental porque enquanto no último a criança apresenta um desenvolvimento uniformemente desfasado, no autismo o perfil de desenvolvimento é irregular, deixando familiares e profissionais perplexos.

O que é o autismo?

O autismo é um distúrbio do desenvolvimento humano que tem sido estudado pela ciência já há algum tempo mas, ainda permanecem muitas divergências e grandes questões por responder.
Embora o autismo seja bem mais conhecido, este surpreende pela diversidade de características que pode apresentar e pelo facto de uma criança autista ter uma "aparência totalmente normal", o autismo é um problema de muitas faces.
Assim, o autismo é uma síndrome definida por alterações presentes desde idades muito precoces, antes dos três anos, e que se caracteriza sempre por desvios qualitativos na comunicação, na interação social e no uso da imaginação. Estes três desvios foram chamados por Lorna Wing e Judith Gould, num estudo de 1979, de "Triade". A "Triade" é responsável por um padrão de comportamento restrito e repetitivo.

22 Fevereiro 2009

Procuro informação, sites, bibliografia.... sobre o Autismo




Já iniciei a minha pesquisa sobre "o que é o Autismo?" no entanto gostaria de vos pedir ajuda. Caso que conheçam algum site interessante e fiável, ou algum livro que pudessem sugerir, ou até mesmo se já escreveram algum "post" sobre este assunto e gostassem de partilhar comigo eu agradecia.
Até ao momento apenas estou a ler tudo que encontrei, mas penso em breve por um pequeno resumo no meu blogue...

Obrigada pela colaboração!!!

18 Fevereiro 2009

Perdida....à procura de Desabafar...


Perdida... é como me sinto hoje... Este sentimento já tem-me acompanhado alguns dias, isto tudo porque aconteceu uma coisa boa na minha vida que, no entanto, marcou-me e continua a marcar-me...

A situação foi esta: inicialmente o meu estágio era para ser de duas semanas, e tenho que acrescentar que o acesso a este estágio deve-se a um pedido meu a uma das pessoas responsáveis dentro do Ministério. Na sexta-feira antes do estágio, recebi um telefonema a perguntar se ainda estava disponível para trabalhar e se gostaria de trabalhar com uma criança autista. Logo no primeiro momento fiquei surpreendida com a proposta mas interessada, pois seria uma nova experiência para mim e para além disso, uma oportunidade para finalmente começar a trabalhar... Disse que sim que estaria interessada, no entanto, falei da minha formação e da falta de experiência prática a nível de educação especial. A responsável disse-me que iria falar com os superiores e que depois contactaria-me novamente para me dar uma resposta definitiva. No mesmo dia fui contactada novamente e disseram que estava tudo ok e que iria, então, ser assistente, dentro da sala de aula, de um menino autista, de 10 anos. Para além disso, informou-me da acção de formação que iria ocorrer e dos papéis necessários, bem como da visita ao médico do trabalho (obrigatório e indispensável para poder começar a trabalhar). Durante esta minha conversa falei-lhe do estágio e disse-lhe que seriam duas semanas e ela disse que não deveria haver problemas....
Aquando da formação falei com a psicóloga e expliquei que estava a ter dificuldades para marcar a consulta no médico e que estava a estagiar o que dificultava fazer os telefonemas. Aí a psicóloga disse que o melhor era parar o estágio e tentar ter a consulta pois, logo a seguir à minha passagem pelo médico poderia iniciar o trabalho.

Conclusão: Falei com a educadora que foi espectacular e compreendeu e deu-me forças para o futuro, tive de telefonar ao responsável da escola e dar a notícia à responsável, que me tinha conseguido arranjar o estágio. Esta última não ficou muito contente por saber que tinha interrompido o estágio sem ter certezas. Na altura pensei que tudo iria correr como a psicóloga tinha previsto, no entanto as coisas correram de modo diferente... fiquei a semana a seguir em casa e estarei em casa até Março por ter-me deixado levar pela pressa da psicóloga....

Fez-me bem por esta situação por escrito... precisava...

As crianças luso-descendentes e o Jardim de infância

Como é de conhecimento da maior parte das pessoas, o Luxemburgo é um país com uma grande comunidade portuguesa e como tal tive a oportunidade de estar em contacto com muitas crianças luso-descendentes, ou crianças portuguesas que chegaram há pouco tempo.
Fiquei admirada e um pouco chocada com o baixo nível de conhecimento destas crianças a nível da língua materna. Muitas destas crianças têm entre 4-6 e possuem um vocabulário muito reduzido, bem como são incapazes de construir fases correctas. Num caso específico, uma menina como 6 anos falava muito mal português, em que muito do vocabulário era incorrecto, erros fonéticos e a comunicação apenas era perceptível através de uma descodificação. Isto é, a menina dizia-me algo e eu tentava dar sentido ao conjunto de palavras e verbos (no infinitivo) e perguntava se era isso que ela queria dizer e ela respondia por sim ou não. Esta menina para além de ter muitas dificuldades em português também tinha dificuldades em comunicar em luxemburguês. Noutras situações apenas conhecia a palavra em luxemburguês e utilizava-a como se fosse portuguesa.
Estas dificuldades são aumentadas com a entrada no primeiro ano, uma vez que para além de falarem o luxemburguês irão aprender o alemão.
Outra situação que pude reparar é a falta de vocabulário que as crianças portuguesas têm a nível do luxemburguês. Têm muita dificuldade em manter um diálogo devido à falta de conhecimento da língua "estrangeira".
Contudo, houve uma excepção que não podia deixar de referenciar neste "post" é de um menino que tinha chegado há 1 mês e que já dizia algumas palavras em luxemburguês, repetia muitas das palavras pronunciadas dentro da sala de actividades e percebia o que a educadora pedia. Para além disso, as crianças que tinham mais facilidade no luxemburguês ajudavam os "novos" quando estes não percebiam alguma coisa.

O que é que tenho feito?




Nestes últimos tempos aconteceram algumas mudanças na minha vida... Estive a estagiar durante uma semana num jardim de infância público, com características um pouco diferentes daquelas que encontrei até agora: team classe.
O team classe é constituído por duas salas com aproximadamente 13-15 crianças e três educadoras. As 2 salas funcionam separadas e juntas simultaneamente. Isto é, há actividades em que a educadora trabalha sozinha com a sua sala e as outras duas educadoras trabalham com a sua outra sala. Depois há momentos em que são realizados três grupos. Os grupos são sempre os mesmos, o que muda é a educadora. As crianças trabalham em "ateliers" sobre um determinado tema. Os temas são seleccionados em conjunto e as educadoras fazem uma planificação sobre as actividades que irão realizar nos diferentes "ateliers". Assim, as educadoras estão realizam três vezes a mesma actividade com três grupos de crianças diferentes.

Foi uma experiência interessante, pude observar o trabalho das educadoras e interiormente compará-lo com as experiências que fiz em Portugal.
As rotinas, os materiais, (etc.) não diferem muito daquilo que é feito em Portugal, pelo menos não muito do que tive oportunidade de ver... O único "se não" é o facto de coexistir diversas línguas escritas dentro da sala de actividades.
Uma das questões que tinha em mente era esta: "Uma vez que o Luxemburgo é um país pequeno, com três línguas oficiais.... será que no jardim predomina a língua luxemburguesa?" - Sobre este assunto, fiquei um pouco desiludida, é que para além de não haver muito a presença da escrita, esta ainda por cima não aparecem em vários idiomas, como o inglês. Por exemplo, todos os dias as crianças marcavam a data em luxemburguês (oralmente) em que utilizavam um calendário com os nomes dos meses em inglês. Ora não havia nenhuma ligação entre a escrita e a oralidade... Achei pouco pedagógico... De resto não tenho muito mais a acrescentar.

05 Dezembro 2008

Pedagogia de Maria Montessori


A pedagogia de Montessori é um método de educação aberta. A sua pedagogia baseia-se sobre a observação da criança que conduz o educador a adoptar meios e acções que favorecem a sua aprendizagem.

Na pedagogia de Montessori, a educação é considerada como “uma ajuda à vida”. A sua observação do ser humano desde de o nascimento à maturidade permitiu-lhe elaborar princípios filosóficos, psicológicos e pedagógicos, bem como materiais autodidácticos. São estes os elementos que definem a pedagogia de Montessori.

É fundamental oferecer à criança a possibilidade de desabrochar ao máximo as suas diferentes sensibilidades:
- num ambiente adaptado às suas necessidades psicológicas;
- respeitando o seu ritmo e as suas particularidades individuais (períodos sensíveis);
- despertando para a vida social.

Actualmente, os psicólogos mostram a passagem da criança por diferentes fases de desenvolvimento psicológico. Estas fases são idênticas para todos e possuem uma ordem de sucessão invariável. Mas na psicologia montessoriana, cada criança é única. Tem a sua personalidade, o seu ritmo de vida, as suas qualidades e as suas dificuldades eventuais.

As crianças atravessam todos “períodos sensíveis”, são períodos momentâneos, transitórios; que se limitam a aquisição de um determinado carácter, uma vez que o carácter está desenvolvido, “a sensibilidade” cessa. É por conseguinte necessário que o ambiente oferecido seja bom e que disponha dos meios para que a criança se possa desenvolver.

O educador deve ter plena confiança nas forças da criança, respeitar a sua liberdade de acção e preparar o ambiente necessário para seu desenvolvimento. O educador deve ser capaz de observar as diferenças de ritmo de cada criança, deve conhecer bem cada criança, fazendo prova de atenção e de respeito.

04 Dezembro 2008

Obrigada pela visita



Muito obrigada pela visita!!!!
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MIUDOSSEGUROSNA.NET




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E-mail que recebi da "Sala dos professores"

Recebi ontem este e-mail e penso que seria importante colocá-lo aqui no blogue para que o maior número de pessoas tenham acesso a esta informação. Neste "post" coloco parte do e-mail que me foi enviado e num outro "post" anteriormente colocado encontra-se o ficheiro que também poderão encontrar no fórum da "Sala dos professores".

"O Governo tem procurado fazer passar a ideia de que os Sindicatos não querem negociar e não têm qualquer proposta para a avaliação do desempenho docente, o que é falso.

Nesta altura da luta dos Professores é, também, inadmissível que repórteres das televisões façam perguntas do tipo: "Então a luta dos professores é no sentido de não serem avaliados, certo?".

É imperativo que todos os não docentes saibam as razões da luta dos Professores(...)Nesse sentido, é deveras importante divulgar os motivos da nossa luta. (...)

Aos pais e encarregados de educação: - Porque estão os professores em luta?" (ver o meu post anterior)

PORQUE ESTÃO OS PROFESSORES EM LUTA?


Ex.mo(a) Sr.(a) Encarregado(a) de Educação,

As escolas estão a viver um momento muito conturbado, em consequência das políticas educativas impostas pelo Ministério da Educação e pelo Governo, nomeadamente o processo de avaliação do desempenho docente.



Com efeito, estas políticas degradaram as condições de exercício da actividade docente e têm vindo a transformar as Escolas e o processo educativo num acto burocrático de tal forma complexo, que os professores passam a maior parte do tempo a preencher papéis e a realizar reuniões que não trazem quaisquer efeitos positivos sobre a qualidade da Educação ou sobre o seu desempenho profissional.



Bem pelo contrário! São inúmeros os professores que já pediram a reforma antecipada, assumindo os prejuízos financeiros dessa decisão, por força do esgotamento a que estão sujeitos e da impotência para se dedicarem àquilo de que mais gostam e que é a razão de ser da sua profissão: os alunos e o seu sucesso educativo!



No que diz respeito ao processo de avaliação do desempenho dos docentes, todos reconhecemos a sua importância para garantir uma Educação e uma Escola Pública de Qualidade. No entanto, consideramos que o modelo de avaliação imposto pelo ministério é inaplicável, injusto e perverso.



É um modelo que tem consumido muito do nosso tempo — tempo precioso para preparar as aulas e toda uma série de actividades que visam proporcionar a formação integral dos alunos e a melhoria das suas aprendizagens. Nada disto nos tem sido possível fazer! Não nos têm permitido ser professores!



Caro(a) Encarregado(a) de Educação



Foi por tudo isto que 120 mil docentes se manifestaram no dia 8 de Novembro em Lisboa e que continuam envolvidos noutras lutas. Porque se sentem atingidos na sua dignidade profissional e humana, porque defendem os superiores

interesses da Escola Pública, porque estão verdadeiramente empenhados na melhoria das aprendizagens dos alunos, os docentes estão

dispostos a continuar a lutar, no intuito de reconquistarem o direito de voltarem a ser professores.



Gratos pela atenção dispensada, esperamos ter ao nosso lado aqueles a quem mais interessa que a Educação seja valorizada e não espezinhada: os Pais e Encarregados de Educação.

Os Professores e Educadores



http://www.fenprof.pt/Download/FENPROF/SM_Doc/Mid_115/Doc_3809/Anexos/Informação%20aos%20Pais.pdf

PORQUE ESTÃO OS PROFESSORES EM LUTA?

Ex.mo(a) Sr.(a) Encarregado(a) de Educação,

As escolas estão a viver um momento muito conturbado, em consequência das políticas educativas impostas pelo Ministério da Educação e pelo Governo, nomeadamente o processo de avaliação do desempenho docente.



Com efeito, estas políticas degradaram as condições de exercício da actividade docente e têm vindo a transformar as Escolas e o processo educativo num acto burocrático de tal forma complexo, que os professores passam a maior parte do tempo a preencher papéis e a realizar

reuniões que não trazem quaisquer efeitos positivos sobre a qualidade da Educação ou sobre o seu desempenho profissional.



Bem pelo contrário! São inúmeros os professores que já pediram a reforma antecipada, assumindo os prejuízos financeiros dessa decisão, por força do esgotamento a que estão sujeitos e da impotência para se dedicarem àquilo de que mais gostam e que é a razão de ser da sua profissão: os alunos e o seu sucesso educativo!



No que diz respeito ao processo de avaliação do desempenho dos docentes, todos reconhecemos a sua importância para garantir uma Educação e uma Escola Pública de Qualidade. No entanto, consideramos que o modelo de avaliação imposto pelo ministério é inaplicável, injusto e perverso.



É um modelo que tem consumido muito do nosso tempo — tempo precioso para preparar as aulas e toda uma série de actividades que visam proporcionar a formação integral dos alunos e a melhoria das suas aprendizagens. Nada disto nos tem sido possível fazer! Não nos têm permitido ser professores!



Caro(a) Encarregado(a) de Educação



Foi por tudo isto que 120 mil docentes se manifestaram no dia 8 de Novembro em Lisboa e que continuam envolvidos noutras lutas. Porque se sentem atingidos na sua dignidade profissional e humana, porque defendem os superiores

interesses da Escola Pública, porque estão verdadeiramente empenhados na melhoria das aprendizagens dos alunos, os docentes estão

dispostos a continuar a lutar, no intuito de reconquistarem o direito de voltarem a ser professores.



Gratos pela atenção dispensada, esperamos ter ao nosso lado aqueles a quem mais interessa que a Educação seja valorizada e não espezinhada: os Pais e Encarregados de Educação.

Os Professores e Educadores



http://www.fenprof.pt/Download/FENPROF/SM_Doc/Mid_115/Doc_3809/Anexos/Informação%20aos%20Pais.pdf